• A força política das massas

    Germinal: A força politica das massas em Émile Zola
    João Gualberto

    Acredito que a a literatura retrata muito bem a história política das sociedades. Existe em muitos romances marcas tão grandes do seu tempo que eles – ao expressarem a realidade social – permitem muitas leituras, muitas análises. É possível trabalhar, por exemplo, a força dos personagens de Jorge Amado e de outros autores do chamado romance regional brasileiro como Érico Veríssimo, José Lins do Rego, José Américo para a compreensão do fenômeno do coronelismo no Brasil, como tenho tentado fazer. Em todos eles podemos beber com prazer um pouco de nossa história política e ver o retrato dos nossos velhos coronéis.

    Neste artigo, entretanto, pretendo chamar a atenção para uma outra realidade. Ela é a profundidade e a atualidade da obra de Émile Zola, grande escritor francês do final do século XIX. Ele no contexto de seus romances, nos ajuda a compreender a realidade do seu tempo.

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    Obra máxima de Émile Zola, Germinal (1885) é minucioso ao descrever as condições de vida subumanas de uma comunidade de trabalhadores de uma mina de carvão na França. Para compor Germinal, o autor passou dois meses trabalhando como mineiro na extração de carvão. Viveu com os mineiros, comeu e bebeu nas mesmas tavernas para se familiarizar com o meio. Sentiu na carne o trabalho sacrificado e insano que era necessário para escavar o carvão, a promiscuidade das moradias, o baixo salário, a fome e acompanhou de perto a greve dos mineiros.

    Evidentemente que não pretendo discutir sua obra ou sua importância literária, e muito menos me aventurar em campos onde não tenho conhecimentos. Meu objetivo é muito mais limitado. Quero apenas mostrar como Zola em uma de suas obras mais conhecidas Germinal, publicada em 1885 tocou em pontos que ainda hoje nos ajudam a entender determinados comportamentos coletivos, em especial aqueles ligados ao surgimento do movimento operário e sobretudo das multidões em suas manifestações políticas.

    A ação em Germinal está baseada em acontecimentos verídicos e sangrentos ocorridos no mês de junho de 1869 no norte da França, na bacia carbonífera de Saint-Étienne: prisão de grevistas pela tropa, fuzilamento, treze mortos, entre os quais duas mulheres e ainda nos de outubro do mesmo ano em Aubin, localidade também mineira, quando novo choque entre grevistas e tropa da ordem produziu quatorze mortos e vinte feridos. Ao descrever de forma dramática os acontecimentos, Zola retrata pela primeira vez em Germinal a classe operária em luta nas minas da França.

    O mundo vivido pela personagem central, Étienne Lantier, é sombrio, triste e sem esperanças. Na pequena vila onde ele vive com os outros os operários graça a a miséria, a fome, as doenças, o frio. O clima humano é o de e seres humanos sem esperança, explorados barbaramente pelos patrões. Neste quadro humano, uma manobra dos proprietários os vencimentos dos trabalhadores são ainda mais reduzidos em manobra perversa, o que causa mais desesperança. Conduzidos por lideranças ligadas a Internacional Comunista, ingênuas mas portadoras de uma nova mensagem para a época, os operários miseráveis entram em uma longa greve, que durou meses de muita penúria. Somente uma grande esperança na melhoria da vida como um todo, na vitória sobre um mundo vil e perverso animou a todos durante o período de terríveis privações.

    É neste contexto estrutural de miséria material e moral, onde todos os personagens tem vícios de comportamento que os tornam monstruosamente humanos, que se passam as cenas que me chamaram a atenção: a transformação da massa de grevistas em busca de seus direitos em uma grupo selvagem sem direção e entregues à sua própria insanidade. Nos movimentos finais da grande greve, já nos desespero da fome e da dor, a liderança de Étienne Lantier não consegue controlar a massa, que passa a atos brutais como assassinatos cruéis contra os representantes da ordem.

    As cenas do primeiro romance francês de um autor engajado nas lutas operárias, muito lembra situações pelas quais passam nos dias de hoje várias sociedades do mundo ocidental. Sem pretender fazer comparações mecânicas e fáceis, a literatura nos mostra que um dos elementos centrais da modernidade, a luta política, pode se transformar em campo de selvageria toda vez que se perde o controle das massas. No auge da greve dos mineiros, eles transformam-se em multidão sem controle.

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    A multidão: uma face monstruosa em relação à nossa capacidade racional.
    Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

    A presença da já no século XIX em um romance tão importante, nos mostra que a Multidão é um elemento da modernidade, faz parte da construção da ideia de cidadania e da existência de uma nação, um povo. Afinal, elas são um conjunto de singularidades, como nos lembra Antonio Negri em texto denominado “Para uma definição ontológica de Multidão”. São pessoas com suas histórias, suas visões de vida, cujo conjunto não é representável. Ela apresenta sua face monstruosa em relação à nossa capacidade racional. Sintetizando, o que nos mostra o texto genial de Émile Zola é que nossos monstros internos podem se soltar na multidão. Seu texto mostra como cada monstruosidade é construída.

    No entanto, mesmo após retratar o fracasso de um movimento operário,  a conclusão da obra e da compreensão da força política das massas segundo Zolá nos leva a um novo horizonte. Na última cena do filme (logo no link abaixo) seu protagonista caminha por campos onde germina o novo.

    Genial, mais de um século depois.

  • Eleições 2014

     

    João Gualberto

    As manifestações que tomaram as ruas de centenas de cidades brasileiras mudaram as expectativas sobre as eleições do ano que vem, tanto do executivo quanto do legislativo.

    O cenário de favoritismo da presidente Dilma e da força de seus aliados foi dissipado. Mas, as manifestações não esgotam nisto a sua pauta e nem na exposição das fragilidades da presidente e de seu governo. Elas tem, ao contrário, uma pauta que deve permanecer a despeito das mudanças na sua expressão. Da surpresa inicial das multidões nas ruas, fomos para as fase que tiveram como epicentro cenas de violência ou do oportunismo sindical. Entretanto, o fato das massas não estarem mais nas ruas não significa que sua pauta em favor de uma política menos corrupta, do fim dos abusos em mordomias e por serviços públicos de melhor qualidade esteja esgotada.

    O que parece mais provável é que os grandes movimentos de rua desapareçam nos próximos meses, mas que as demandas que eles portaram continuem presentes nas redes sociais, a verdadeira novidade no processo. O sistema político brasileiro não tem se mostrado capaz de oferecer respostas a estas demandas, sobretudo na velocidade das redes, ampliando a tensão entre desejo e realidade. A essência de seus compromissos impedem as mudanças. Elas são na verdade grande ameaça para nosso sistema de poder. E, caso o quadro não se modifique, o que se pode esperar é uma renovação brutal dos parlamentos e dos quadros políticos com um todo.

    Aliás, a lógica da mudança já presidiu a eleição municipal nas principais cidades capixabas. Na verdade, o que teremos no ano que vem é um aprofundamento de uma tendência já colocada. Mas, como se dará esta mudança? É bom lembrar que mudar não é sinônimo de melhorar. Pode-se mudar para pior.

    Este parece ser o enigma das eleições de 2014 no Brasil e no Espírito Santo. Como o eleitor vai escolher quem representa o novo? Como os atuais ocupantes de cargos eletivos vão mostrar aos eleitores que eles também podem encarnar uma forma de fazer política compatível com os sentimentos majoritários da opinião pública? Este deve ser o enigma central da eleição, como mudar em um mundo em que partidos e outras instituições políticas significam muito pouco. Quem restará? As igrejas? Alguns movimentos sociais novos? Ou estaremos todos na massa anônima?

    A partir destas indefinições, a eleição deverá promover a gestação de novos centros de poder e de novos atores coletivos. Temos que levar isto em conta para entender o processo que se aproxima.

     

    “Me diga agora
    O que é que eu digo ao povo
    O que é que tem de novo
    Pra deixar”

    O sistema político brasileiro parece ter chegado a pergunta de Chico Buarque na música “O Velho”. Mas inda não chegou a resposta.

  • Violência e Progresso: Os coronéis do cacau em Jorge Amado

    – João Gualberto

    Uma das formas mais ricas de elucidar as tramas políticas e culturais de uma sociedade é a literatura. Não raro ela representa, de forma muito clara, toda a complexidade dos elementos que compõem uma realidade. Conta com a vantagem da liberdade de compor tipos que são sínteses, que comportam multiplicidades. Não por acaso, portanto, a literatura de Jorge Amado é fonte de compreensão não apenas da Bahia do século XX, em especial, da Zona do Cacau, mas de todos os personagens centrais do mundo brasileiro. Ler Jorge Amado é ler o Brasil, é ler a política brasileira. 

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    O que o caricato Coronel Jesuíno, interpretado por José Wilker na recente “Gabriela” e outros coronéis de Jorge Amado podem nos ensinar? (Foto: TV Globo).

    Um dos temas importantes de sua obra, em minha perspectiva analítica, foi o coronelismo tal como praticado na região onde ambientou seus romances. O coronel como personagem tem papel fundamental na consolidação da política brasileira. De uma forma tradicional e elitista, é verdade, mas muito marcante.

    A essência do compromisso coronelista era: do lado dos chefes do interior, o apoio incondicional aos candidatos do governo; e, do lado do governo, a carta branca dada ao chefe local em todos os assuntos relativos à sua zona de influência, até mesmo na nomeação de funcionários públicos. Expressava localmente o poder. Viabilizava uma forma de dominação.

    COMUNISTA DE UM LADO, 
    EXÓTICO E ROMÂNTICO DE OUTRO

    Para entender Jorge Amado é bom saber que a crítica literária costuma dividir sua obra em duas grandes fases: a primeira sob forte influência comunista, derivada de sua vinculação partidária. Afinal, ele foi deputado federal pelo PCB de São Paulo, na constituinte de 1946. A outra mais fortemente ligada às coisas da cultura brasileira, em especial da Bahia e que foi inaugurada com Gabriela, Cravo e Canela, publicada em 1958. A obra assinala uma mudança de tom vindo dos livros, muda a preocupação da denúncia social para os romances de costume.

    Até a segunda fase, seus livros, com indiscutível qualidade literária, tratavam da luta entre oprimidos e opressores. A temática girava em torno de homens honestos, pobres e confiantes, migrantes miseráveis, cujas vidas ganham sentido com a descoberta do Partido Comunista Brasileiro. Gente de forte personalidade moral e cheia de convicção ideológica. A partir de Gabriela, Cravo e Canela, esse conflito dualista transforma-se num drama que, mesmo incluindo problemas de exploração e de poder, pretende mostrar também relações que o poder mantém com ele mesmo e suas manifestações. E ai que ele consegue uma boa leitura dos tipos políticos da Ilhéus de então como coronéis, comerciantes ou exportadores de cacau.

    No primeiro período, a obra retratava um coronel muito duro, como o Horácio da Silveira de Terras do Sem Fim  e de São Jorge dos Ilhéus. 

    No mundo político onde habitou o Coronel Horácio, não havia lugar para qualquer vestígio de democracia ou tolerância. As eleições, por exemplo, eram fraudadas e era no legislativo que se faziam os acertos que as legitimava. 

    Esse tipo fraudulento é o Coronel pronto, aquele que operou a opulência da Primeira República. Era ela quem representava, como no romance, a face real do poder com quem o homem simples do povo lidava no seu dia a dia. Afinal, ele nomeava todos os cargos, prendia e soltava, trazia benefício. A leitura de Jorge Amado mostra isto de forma clara.

    ILHÉUS, VIOLÊNCIA E PROGRESSO

    As marcas nítidas do progresso naquele início de século XX eram: a estrada de ferro, a linha de ônibus (as marinetes) que ligavam Ilhéus a Itabuna, cidade vizinha, e também muito próspera, dois jornais, cinema, eletricidade e, sobretudo, a dragagem do canal para os navios que levavam o cacau para outros países.

    Progresso que atraiu um jovem de família rica e influente na capital da República. Ele chegou para fugir de problemas amorosos e enriquecer. Estabeleceu-se como exportador de cacau. Era Mundinho Falcão que, interessado no progresso da cidade, incentivava tudo o que parecia portá-lo, tudo que era novo. Fez loteamentos, abriu novas avenidas, financiou um jornal e tornou-se sócio em um restaurante destinado aos visitantes, que antes eram obrigados a comer em humildes pensões.

    Jorge-Amado-na-maquina-de-escreverNo livro, Mundinho Falcão foi um dos fundadores da associação comercial, lugar de articulação coletiva de interesses econômicos, um lugar diferente e inovador de fazer política na cidade. Transformou-se no símbolo da uma nova Ilhéus, aquela do progresso e da modernidade. Transformou-se, logo, no grande rival do Coronel Ramiro Bastos, o chefe indiscutível dos velhos coronéis e que dominava a política desde os primeiros tempos do crescimento do cacau, a época do desbravamento das matas. Intendente várias vezes da cidade, era também senador estadual, cargo de acomodação das velhas elites na República Velha. Seu filho era deputado estadual.

    Do ponto de vista que interessa à nossa análise mais política, a ação do romance está concentrada na rivalidade política entre o Coronel Ramiro Bastos e Mundinho Falcão. À medida que a narrativa avança, os interesses dos dois se opõem cada vez mais. Mundinho interessava-se, sobretudo, na dragagem do canal, o que significava a exportação de cacau pela cidade, em vez de enviá-lo para ser exportado na Capital do Estado.

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    Ilustrações de Di Cavalcanti para a 1ª edição do livro, de 1958

    O desfecho da trama é compatível com o mundo dos coronéis. Ramiro Bastos morre doente e já ancião, antes do dia tão esperado no livro: as eleições. Seus filhos, prováveis herdeiros políticos, não eram capazes da tarefa. Assim, com a morte do Coronel, seus aliados ficaram livres do dever de fidelidade, imposto pela lógica da época. Passam o poder a uma nova geração de comerciantes e exportadores e seus modernismos, o que faz do grupo de Mundinho os novos donos de poder. É bem verdade que a eleição aconteceu por meio de ampla aliança com os coronéis e atores mais urbanos, que compartilhavam obviamente do mesmo imaginário político. Tornou-se o novo chefe político local, consolidou-se como liderança mesmo com seus ares mais modernos para a cidade.

    O novo chefe era, sem dúvida, portador de práticas políticas menos atrasadas do que as de Ramiro Bastos, mas banhava-se nas mesmas significações imaginárias das velhas elites. Isso significa dizer que a relativa modernização política e de modos da cidade de Ilhéus não colocou em risco, no romance de Jorge Amado, a estabilidade política das elites locais, mas as moderniza. O que se vê é, na verdade, o avanço do capitalismo à brasileiro fundindo personagens e criando novos. Mas todos imersos no mesmo mundo de progresso e violência.

    Cena do filme de Bruno Barreto, de 1983: a morte do coronel como representação de um novo momento que chega mas mantém as coisas iguais a antes. Iguais, mas diferentes.

  • MUNIZ  FREIRE  E A REINVENÇÃO DO ESPIRITO SANTO

    Segunda-feira da próxima semana, dia 15 de abril, será lançado no Palácio Anchieta o livro escrito pelo historiadora sobre a vida de Muniz Freire, que foi nosso governador por duas vezes de 1892 a 1896 e  de 1896 a 1900 . A obra faz parte da coleção Grande Nomes, editada pela ONG empresarial Espírito Santo em Ação., da qual sou o organizador. O lançamento é evento oficial do governo do estado através da Secretaria de Cultura e tem o apoio do Instituto Sincades, do Bandes e da Vale.

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    Em texto rico e vigoroso, bem ao estilo do grande historiador que é, Estilaque nos mostra com muita força como os grandes personagens também fazem a história, e que no Espírito Santo não foi diferente. Basta ver a vida do biografado, dotado de raro tino gerencial, grande líder, homem culto, jornalista dono de texto forte, grande positivista,  José de Mello Carvalho Muniz Freire nasceu na cidade de Vitória no dia 13 de julho de 1861 e morreu no Rio de Janeiro a 03 de abril de 1918, precocemente aos 57 anos de idade.

    Em época de abundância pelo enorme ampliação do plantio do café, soube Muniz Freire pensar grande e transformar a capital, Vitória, em um centro comercial exportador, através da construção de, para a época, moderno sistema portuário, que foi ligado ao restante do território capixaba por extensa malha ferroviária. As ferrovias também nos ligaram aos estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, nos tirando do isolamento histórico que tínhamos.  Em seus períodos de governo a Estrada de Ferro Leopoldina tornou-se realidade e iniciou-se a obra da Estrada de Ferro Vitória a Minas. Quase 400 anos depois de Vasco Fernandes Coutinho fundar o Espírito Santo, coube a Muniz estabelecer a integração capixaba a todo o território nacional.

    Como muito registra Carlos Teixeira de Campos Junior no prefácio, Muniz Freire foi entre nós personagem central da moderna história estadual, sendo por isto intitulado por ele como arauto do futuro. Esteve na militância republicana, e nos pós 1889 foi líder político e homem público responsável pela gestão estadual e senador da república., além de outras funções que desempenhou em longa e brilhante trajetória politica.  Jornalista e advogado em Vitoria,  ele planejou e realizou ações que o fazem um marco na gestão publica de nosso estado. No fim da era da monarquia ele iniciou sua carreira politica elegendo-se vereador e presidente da Câmara de Vitória, deputado provincial em três legislaturas, deputado federal e, uma vez proclamada a republica constituinte. Além governador por dois períodos de quatro anos e senador por onze anos.

    A importância de conhecermos e cultivarmos a obra do grande estadista que foi Muniz está em sabermos compreender o papel dos grandes articuladores do nosso processo de desenvolvimento. Como bem registra o trabalho, ele pensou até em construir praticamente uma nova capital, uma outra Vitória, mas moderna e muito renovada.  Foi planejado o Novo Arrabalde em 1896 por Saturnino de Brito. Foi o primeiro planejamento urbano de Vitória e o então presidente, como se chamava o governador na época,  queria multiplicar por seis a área ocupada da ilha, efetivando seu papel de centro econômico e politico do estado. Vislumbrava nossa capital como ponto de convergência das forças produtivas capixabas e um importante porto brasileiro a nos ligar com o mundo.

    Em seus 57 anos de vida construiu uma carreira politica extraordinária , firmando-se como uma das lideranças politicas mais marcantes de toda a história politica do Espírito Santo. Foi por impulso seu e do grupo politica e intelectual que liderou que nosso estado abandonou a lerda sonolência, como a chama Estilaque herdada da era colonial.

    Esta não foi a única vez que o Espirito Santo se reinventou, como muito bem vimos a nossa historia recente. Cada vez que precisamos de usar nossa capital de construção coletiva temos mostrado capacidade de dar resposta. Na crise do café dos anos 1960 foi assim sob a direção de nossas elites, em especial a de Christiano Dias Lopes Filho.  Nossos últimos governos também dão mostra de como a capacidade de liderar pode mudar o rumo da historia.

    Estamos de fato, e constatamos isto ao ler a obra, diante da descrição magistral de como um homem, e também toda uma geração politica, puderam reinventar nosso estado, tirando-o do marasmo que marcava sua vida social e levando a um outro patamar. E uma bela história. É um trabalho rico que o leitor capixaba merece. E agradece.

    Abaixo,  uma entrevista de Estilaque no programa Um dedo de prosa.

  • 1ª publicação: link para curriculo lattes. (teste) http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=P15053